"O atleticano é atleticano desde o nascimento.
Chega no mundo “botando a cara”.
Ouve do pai as histórias dos gols do Rei,
E sorri, mesmo não entendendo nenhuma palavra.
O atleticano se empolga quando passa de carro pela Olegário Maciel
e ouve o avô apontar para o lugar onde Mario de Castro disse não à seleção
O atleticano fica triste num domingo sem futebol,
Mas come o feijão tropeiro feito pela mãe com a mesma satisfação
Que se estivesse acompanhado daquela cerveja semi-gelada do mineirão.
O atleticano passa com pressa por uma banca de jornal e para,
Olha pra trás e volta.
No canto inferior esquerdo do jornal pendurado, acha uma nota sobre o treino do time,
E folheia o jornal até ter a atenção chamada pelo “tio” da banca.
O atleticano estranha quando passa pela Avenida Antônio Carlos num dia de semana
Mesmo com o trânsito pesado, ele acha a avenida vazia e nem reclama do tráfego.
O atleticano não canta uma parte do hino nacional por razões óbvias,
Não gosta de andar no Barro Preto e não perde a missa celebrada no Natal.
O atleticano vibra, sofre, grita, chora e principalmente luta
Luta e ergue o punho cerrado contra as injustiças
O atleticano é vivido e se tornou calejado, sabe das coisas, é Galo “velho”.
É velho porque faz aniversário duas vezes por ano.
É calejado, vivido e velho, mas é imortal."
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário