"Vendo uma reportagem hoje na TV, divaguei sobre o significado de um clube de futebol na vida de um individuo. Não me assustei com o teor de violência urbana da reportagem (por mais estranho que isso pareça, já que faz parte do nosso cotidiano viver entre sangue e sofrimento, infelizmente), mas com as circunstâncias. Um homem, seqüestrado, foi deixado numa mata à mercê da própria sorte, sem água nem comida, descalço. Ao ser localizado por policiais militares, agarrado em uma árvore, com escoriações pelo corpo e com visíveis sinais de maus tratos, os policiais se surpreendem com a pergunta do homem: “Quanto ficou o jogo do Galo ontem?”. E a resposta do PM não deixou de ser igualmente, no mínimo, curiosa: estamos na final.” Só assim, então, o homem desgarrou da arvore e permitiu a aproximação de seus salvadores.
Eu como ser humano, me comovi e solidarizei com o homem. Mas como atleticano, eu o entendi. E com meu pai, que me ensinou a venerar Reinaldo, Cerezo e Cia. e a desprezar Wright, iniciei uma discussão sobre o Atlético. Esta é a conclusão que tirei:
Muitos me perguntam o porquê de ser atleticano. O fato é que a pergunta, cientificamente, é válida. Clube vive de títulos. Vitórias. Glorias que devem reciclar-se com o passar dos anos, para que novos torcedores possam engrossar a torcida e gerar receita, lucro e tudo o que isso abrange. E isso o Atlético não vive faz um tempo. Glórias de verdade. Sejam por árbitros mal intencionados, por incompetência própria ou por qualquer outra ironia do destino, grandes glórias nunca fizeram parte do cotidiano de um torcedor alvinegro. Isso é fato.Todos esses argumentos podem ser comprovados por dados estatísticos. Provados. Mas quem disse que a ciência explica a paixão? Diga pra um atleticano mudar de time. Argumente os fatos. E prepare-se para uma discussão sem fim.
Eu associo o fato de ser atleticano com a própria pátria amada. Atleticano e brasileiro possuem características que os fazem ser uma pessoa só, em qualquer canto desse país.
Tudo no Atlético é com dificuldade. Nada na vida desse clube é obtida com algum grau de facilidade. Dentro de campo ou fora dele. Jogos que parecem ser fáceis são transformados em enormes batalhas, históricas, com pressão do adversário até o ultimo minuto para que o atleticano possa comemorar o 1×0 com mais gosto. E você, cidadão brasileiro? Já conseguiu alguma coisa “de mão beijada”? Acredito que a grande maioria não, porque me refiro ao povo, e não aos poucos bem afortunados. Faz parte do cotidiano do brasileiro conseguir as coisas com dificuldade. Trabalhamos muito e conseguimos o que queremos com suor, contra tudo e contra todos. Somos um povo que luta. Assim como o Galo.
E quando a vitoria chega, por mínima que ela seja, comemoramos como se fosse a ultima, porque sabemos que ela veio com dificuldade, com gana, com vontade, com garra. Esse é o espírito. Assim como conseguimos trocar de carro ou ganhamos uma promoção de cinco centavos na padaria. Será comemorada a vitória. E a festa que o atleticano faz incomoda. Vestido com o manto sagrado, após uma vitoria sobre um time inexpressivo, perguntam-me: ganharam de quem? Não importa. A vitória é celebrada. Cada vitoria. Sem discussões. É o Galo.
E nas horas difíceis, que nos últimos anos insistem em nos acompanhar, o atleticano tira a camisa do armário e vai às ruas. Mas não o incomode. É a sua forma de protesto, de mostrar aos cartolas que por debaixo do manto tem um coração apedrejado e calejado, mas que continua batendo por aquele time que joga de preto e branco. Tudo o que pedimos é só um pouco de respeito a esse amor incondicional. E o brasileiro pede algo a mais aos governantes deste país que viram as costas para uma sociedade que clama por “consideração”? (Para não dizer outra coisa…vergonha na cara, hombridade, dignidade, etc).
Outro aspecto intrigante é a fé de um alvinegro.Por mais que a fase esteja ruim, quando o próximo jogo se aproxima, a esperança retorna com força máxima. Eu mesmo já cansei de dizer: “Nunca mais torço pra esse time”. Mas não tem como. Não tem. É impossível deixar o Galo. Por mais que o time insista em não reagir, o atleticano pode até não dizer, mas acredita que no próximo certame a reação vai acontecer. Com um santinho na mão, o radinho na outra, onde quer que o Galo esteja, a fé estará com ele, apoiando e empurrando. Essa espiritualidade faz parte do íntimo de qualquer cidadão brasileiro. Não é à toa que o Brasil tem uma das maiores misturas de crenças e credos, onde um católico joga flores no mar para Iemanjá e lê livros espíritas. É característica intrínseca de todos nós. Acreditar em um bem maior, numa força superior. Para aproximadamente oito milhões de pessoas em especial esse bem maior é alvinegro, forte e vingador.
E nunca deixamos uma briga de lado. Nunca entregamos os pontos. Até o ultimo minuto, até o apito final, o Galo luta e acredita na vitória. Não nos entregamos sem lutar. Não aprendemos a nos render. Temos coração, sangue correndo nas veias.
Assim como de quatro em quatro anos o eleitor vai às urnas acreditando que uma reação na nação possa ocorrer. Ele não desiste e nem pode desistir.
Mas como esse time tem tantos torcedores que largam o que estiverem fazendo para pegar um radio e escutar o jogo, onde quer que estejam, seja numa festa, na casa da sogra ou na igreja? Como que um time que não ganha títulos enche tanto o Mineirão? Como que eles gritam tanto para aquele time? Porque eles cantam o hino com tanta veemência? Como que aquele bando de loucos consegue infringir o medo sobre os adversários?
Porque somos atleticanos. Não viramos. Nascemos.
Mas não há nada pelo que torcer nesse time, você pode me indagar. Mude de time, você pode me aconselhar.
Abandonar o Galo significa abdicar o direito de viver. Seria um exílio da pátria.
Eu vivo o Galo. Vivo pelo Galo. Sou brasileiro, atleticano e não desisto nunca. "
quarta-feira, 3 de junho de 2009
"Estive pensando e... Nunca vi meu time ganhar um grande título, mas, ainda assim, consigo descobrir sentimentos através desse amor. A mesma dúvida que há 101 anos tenta ser desvendada me tomou o dia em pensamentos: Que mistério tem o Atlético que une milhões de corações em uma paixão incondicional e desmedida ? Não há quem ou o que explique tal coisa, nem o próprio atleticano consegue decifrar tamanha devoção. Será que todo alvinegro já se perguntou por que ele se manifesta de forma diferente que qualquer outro torcedor? No momento em que fazia a mim tais questionamentos me veio à cabeça o nosso passado... O passado do Glorioso de que tanto meu avô fez questão de exaltar e me confidenciar... O Galo é tradição que se passa de geração em geração! Ahhh... Quantas vezes ouvi do meu avô as histórias dos gols do Rei, e sorri, mesmo não entendendo nenhuma palavra. Os cruzamentos do Humberto Ramos na cabeça de Dario, O Mario de Castro fazendo gol no Villa Nova e dizendo adeus (o mesmo Mário de Castro que disse não à seleção), as memoráveis defesas de João Leite, as improváveis jogadas de um tal Ubaldo denominado o santo dos chutes impossíveis... É impossível relembrar nosso passado sem falar do supervice- campeonato brasileiro, o título “perdido” mais injusto da história do futebol, em 1977. Nossa, são tantas histórias, que diga-se de passagem, são comuns à times tradicionais e históricos como o nosso Galo. E a Libertadores de 1981,então !? Dessa melhor nem lembrar, porque até em mim, que não vivi tal época, o sentimento de raiva tem seu reduto só de ver os vídeos históricos da partida contra o Flamengo. Cerezzo, Paulo Isidoro, Cincunegui... Foram tantos ídolos que o número de caracteres não me permitiria citar todos eles. Da nossa história recente Marques e Guilherme se destacam, e esses dois eu vi jogar!
Voltando ao passado, os primeiros torcedores do Clube Atlético Mineiro não eram torcedores, eles eram o próprio clube, porque através deles a instituição conseguiu existir. E é o que exatamente acontece hoje! É assim, fazendo uma reflexão, que a gente pode entender como é o perfil psicológico da torcida do Atlético. Algo inexplicável. Algo que é passado de pai para filho, de avô para neto. O porquê de nós atleticanos torcermos diferente? NÓS APRENDEMOS A SER DIFERENTE! Como diria Roberto Drummond, a gente muda de tudo na vida. A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com as iniciais C.A.M., do Clube Atlético Mineiro, gravadas no coração. Ser atleticano é amar além dos limites, é rir, chorar, cantar, vibrar e dizer: Eu amo esse clube! Não há lei da física que explique a força dessa paixão, paixão desmedida que por sinal é a essência atleticana. Escrevi, reescrevi, escrevi novamente e escrevi de novo, mas mesmo assim, ainda não conseguir decifrar a tão intrigante dúvida que me fez escrever tudo isso: Que mistério tem o Atlético ? "
Voltando ao passado, os primeiros torcedores do Clube Atlético Mineiro não eram torcedores, eles eram o próprio clube, porque através deles a instituição conseguiu existir. E é o que exatamente acontece hoje! É assim, fazendo uma reflexão, que a gente pode entender como é o perfil psicológico da torcida do Atlético. Algo inexplicável. Algo que é passado de pai para filho, de avô para neto. O porquê de nós atleticanos torcermos diferente? NÓS APRENDEMOS A SER DIFERENTE! Como diria Roberto Drummond, a gente muda de tudo na vida. A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com as iniciais C.A.M., do Clube Atlético Mineiro, gravadas no coração. Ser atleticano é amar além dos limites, é rir, chorar, cantar, vibrar e dizer: Eu amo esse clube! Não há lei da física que explique a força dessa paixão, paixão desmedida que por sinal é a essência atleticana. Escrevi, reescrevi, escrevi novamente e escrevi de novo, mas mesmo assim, ainda não conseguir decifrar a tão intrigante dúvida que me fez escrever tudo isso: Que mistério tem o Atlético ? "
TORCIDA APAIXONADA (E APAIXONANTE)
"É impossível falar em Atlético sem falar em sua torcida. A torcida do Atlético é um espetáculo à parte. Desloca uma energia para o campo capaz de transformar peladeiros de domingo em craques. Exagero? Não. Só quem está em campo sente na pele e no coração a força do grito que vem da arquibancada. Ele é ensurdecedor. O adversário treme. Quando a torcida Atleticana age como um exército de abnegados amantes do clube, seu grito é irresistível. É um grito só, formado por milhares de vozes: “Galo, Galo, Galo”.
Torcida ajuda a ganhar jogo? Claro que sim. Já vi a torcida do Galo dar shows no Mineirão. O Show é único: tem hino, tem festa, tem bandeira, tem cerveja, tem alegria, tem tropeiro, tem multidão. A torcida do Galo dá arrepios, faz a gente chorar de emoção, obriga os jogadores a se desdobrarem em campo em busca da vitória. Que beleza ver o time jogar e a torcida empurrar os jogadores com seu canto de guerra e amor.
O Atleticano exala uma paixão que nenhuma outra torcida do país consegue. Pode, no mínimo, ser igual. Nunca superior. Sem dúvida alguma uma das mais empolgantes do mundo. Ela prova a cada dia que vale sonhar, mesmo que seja o impossível... Imaginar uma história em preto e branco.
Dizem que quem nasce Atlético, morre Atlético. É uma questão de sensibilidade, de querer ser feliz. Há mulheres que queriam ser amadas por um homem como o Atlético é amado pelo seu povo. O amor pelo Atlético é um amor que se basta. Dói como todo amor, mas basta. O caso de amor não é único. A obsessão alvinegra não tem limites: resiste a tudo e a todos; revela-se com a mesma força nos triunfos e nas derrotas; sobrepõe-se aos vexames e às decepções; extrapola as fronteiras do racional para sublimar-se no ideal da paixão.
Assim se constroem a tradição e o prestígio dos grandes clubes, e não através de triunfos passageiros e enganoso domínio. Nosso maior título é o Galo existir. Na verdade, o torcedor sente e sofre com a fase ruim, mas continua fiel ao clube do coração. Mesmo nas vitórias mais simples, o Atleticano derrama lágrimas, exibe o manto sagrado, enrola-se na bandeira e ressalta todo seu amor ao clube. Uma torcida que tem a vitória como ideal (Vencer, vencer, vencer...). Que aprendeu cedo: Clube Atlético Mineiro, uma vez até morrer!
“Atleticanismo” não se explica, se sente. É difícil avaliar toda dimensão do sentimento Atleticano. É um estado de espírito que o faz entregar-se de bolso e alma ao clube. Ultrapassa os limites da religião. Somos uma nação dentro de uma nação maior chamada Brasil. Uma nação que pulsa, que grita, que ama.
Quando nasceu, o Atlético logo se identificou com o povo. Um clube à caça de gente humilde, sem preconceitos ou ideologia, indiferente à sociedade, status ou política. Hoje, esta paixão tem 100 anos.
E não interessa se o adversário tem mais craques ou melhor campanha. Isso, na verdade, é até melhor: o Galo cresce e iguala tudo... Na raça. Estrelas ficam no Céu e aqui embaixo é preciso ter guerreiros. O Atlético sempre foi assim: quando lhe falta um grande time, eis que desponta no campo o grande clube que é. Tão grande quanto a infinita paixão que o inspira e o engrandece.
Mas um trunfo nenhum time do mundo possui. Sua torcida, de tanto sofrer, ser humilhada e massacrada, viu um fio de esperança e o agarrou como se fosse sua salvação. É tão fantástica que os homens terão de mudar os livros de História. Quem disse que o mundo tem só sete maravilhas, nunca viu a torcida do Atlético cantando o hino do clube. É para matar qualquer um de emoção. "
"É impossível falar em Atlético sem falar em sua torcida. A torcida do Atlético é um espetáculo à parte. Desloca uma energia para o campo capaz de transformar peladeiros de domingo em craques. Exagero? Não. Só quem está em campo sente na pele e no coração a força do grito que vem da arquibancada. Ele é ensurdecedor. O adversário treme. Quando a torcida Atleticana age como um exército de abnegados amantes do clube, seu grito é irresistível. É um grito só, formado por milhares de vozes: “Galo, Galo, Galo”.
Torcida ajuda a ganhar jogo? Claro que sim. Já vi a torcida do Galo dar shows no Mineirão. O Show é único: tem hino, tem festa, tem bandeira, tem cerveja, tem alegria, tem tropeiro, tem multidão. A torcida do Galo dá arrepios, faz a gente chorar de emoção, obriga os jogadores a se desdobrarem em campo em busca da vitória. Que beleza ver o time jogar e a torcida empurrar os jogadores com seu canto de guerra e amor.
O Atleticano exala uma paixão que nenhuma outra torcida do país consegue. Pode, no mínimo, ser igual. Nunca superior. Sem dúvida alguma uma das mais empolgantes do mundo. Ela prova a cada dia que vale sonhar, mesmo que seja o impossível... Imaginar uma história em preto e branco.
Dizem que quem nasce Atlético, morre Atlético. É uma questão de sensibilidade, de querer ser feliz. Há mulheres que queriam ser amadas por um homem como o Atlético é amado pelo seu povo. O amor pelo Atlético é um amor que se basta. Dói como todo amor, mas basta. O caso de amor não é único. A obsessão alvinegra não tem limites: resiste a tudo e a todos; revela-se com a mesma força nos triunfos e nas derrotas; sobrepõe-se aos vexames e às decepções; extrapola as fronteiras do racional para sublimar-se no ideal da paixão.
Assim se constroem a tradição e o prestígio dos grandes clubes, e não através de triunfos passageiros e enganoso domínio. Nosso maior título é o Galo existir. Na verdade, o torcedor sente e sofre com a fase ruim, mas continua fiel ao clube do coração. Mesmo nas vitórias mais simples, o Atleticano derrama lágrimas, exibe o manto sagrado, enrola-se na bandeira e ressalta todo seu amor ao clube. Uma torcida que tem a vitória como ideal (Vencer, vencer, vencer...). Que aprendeu cedo: Clube Atlético Mineiro, uma vez até morrer!
“Atleticanismo” não se explica, se sente. É difícil avaliar toda dimensão do sentimento Atleticano. É um estado de espírito que o faz entregar-se de bolso e alma ao clube. Ultrapassa os limites da religião. Somos uma nação dentro de uma nação maior chamada Brasil. Uma nação que pulsa, que grita, que ama.
Quando nasceu, o Atlético logo se identificou com o povo. Um clube à caça de gente humilde, sem preconceitos ou ideologia, indiferente à sociedade, status ou política. Hoje, esta paixão tem 100 anos.
E não interessa se o adversário tem mais craques ou melhor campanha. Isso, na verdade, é até melhor: o Galo cresce e iguala tudo... Na raça. Estrelas ficam no Céu e aqui embaixo é preciso ter guerreiros. O Atlético sempre foi assim: quando lhe falta um grande time, eis que desponta no campo o grande clube que é. Tão grande quanto a infinita paixão que o inspira e o engrandece.
Mas um trunfo nenhum time do mundo possui. Sua torcida, de tanto sofrer, ser humilhada e massacrada, viu um fio de esperança e o agarrou como se fosse sua salvação. É tão fantástica que os homens terão de mudar os livros de História. Quem disse que o mundo tem só sete maravilhas, nunca viu a torcida do Atlético cantando o hino do clube. É para matar qualquer um de emoção. "
"Somos Guerreiros, e apoiaremos o GALO para sempre!!
Hoje eu sai com a camisa do Galo.
Vergonha de ser atleticano ?
Nunca, eu me orgulho de usar uma camisa
que simpatizantes colocariam no armário
depois de uma derrota.
Um grande amor passa por crises,
mas nunca se duvida que o amor é verdadeiro.
Ontem brigamos feio.
Queria falar palavrões.
Queria largar tudo.
Queria que o dia passasse logo.
E fui dormir. Fui dormir com minha camisa do Galo.
Quando acordei com a mesma camisa,
vi que meu amor em nada mudou.
Vergonha de perder ?
Eu teria vergonha de me omitir.
De me esconder apos uma derrota.
Que todos vejam o amor que tenho.
Amor em preto e branco.
Amor que supera adversidades.
Hoje é o dia seguinte de um dia amargo
Mas pra mim vai ser mais um dia de orgulho
de ser sempre atleticano.
Aos simpatizantes, hoje vocês podem sentir saber o sabor de uma boa vitória, mas nunca vocês saberão como é se sentir atleticano.
Aos que comandam esse Clube: passem logo por ele. Tenham o mínimo de humildade pra entender que vocês não tem feito bem a ele. O Atlético não depende de vocês para sobreviver. O motivo do Atlético ser o Atlético é a sua torcida e cada dia mais vocês tem afastado a mesma do estádio.
Aos torcedores, sinceramente hoje não é o dia de cornetar. Cornetar depois do acontecido é a coisa mais fácil de fazer. Hoje todo mundo é ruim. O problema é que o bom de antigamente hoje virou o pior do mundo. Tenham o minimo de coerencia ao criticar. Vários jogadores bons ontem foram mal e não é por isso que o Galo tem que cair na armadilha de destruir bons jogadores."
Hoje eu sai com a camisa do Galo.
Vergonha de ser atleticano ?
Nunca, eu me orgulho de usar uma camisa
que simpatizantes colocariam no armário
depois de uma derrota.
Um grande amor passa por crises,
mas nunca se duvida que o amor é verdadeiro.
Ontem brigamos feio.
Queria falar palavrões.
Queria largar tudo.
Queria que o dia passasse logo.
E fui dormir. Fui dormir com minha camisa do Galo.
Quando acordei com a mesma camisa,
vi que meu amor em nada mudou.
Vergonha de perder ?
Eu teria vergonha de me omitir.
De me esconder apos uma derrota.
Que todos vejam o amor que tenho.
Amor em preto e branco.
Amor que supera adversidades.
Hoje é o dia seguinte de um dia amargo
Mas pra mim vai ser mais um dia de orgulho
de ser sempre atleticano.
Aos simpatizantes, hoje vocês podem sentir saber o sabor de uma boa vitória, mas nunca vocês saberão como é se sentir atleticano.
Aos que comandam esse Clube: passem logo por ele. Tenham o mínimo de humildade pra entender que vocês não tem feito bem a ele. O Atlético não depende de vocês para sobreviver. O motivo do Atlético ser o Atlético é a sua torcida e cada dia mais vocês tem afastado a mesma do estádio.
Aos torcedores, sinceramente hoje não é o dia de cornetar. Cornetar depois do acontecido é a coisa mais fácil de fazer. Hoje todo mundo é ruim. O problema é que o bom de antigamente hoje virou o pior do mundo. Tenham o minimo de coerencia ao criticar. Vários jogadores bons ontem foram mal e não é por isso que o Galo tem que cair na armadilha de destruir bons jogadores."
"Muitos anos atrás, meu coração decidiu ser alvinegro. Acho que transitou pelo mundo das cores e não viu lá nada que despertasse qualquer sentimento. Não quis o vermelho, o verde, muito menos o azul. Deste quis distância figadal. Mergulhou profundamente na ausência das cores e se tornou preto com listras brancas. E aí me pegou, com a força avassaladora da paixão. Coisa sem explicação . . ."
"Não sei se é apropriado chamar de gutural o grito de Galo que ecoa no Mineirão.
Porque se gutural é apenas o grito que vem da garganta como diz o dicionário, aquele grito de Galo gutural não é.
Porque aquele grito vem da alma.
Do fundo d'alma!
E há 100 anos.
Muito antes do Mineirão.
O grito que é maior do que todos que já vestiram a gloriosa camisa alvinegra do Atlético Mineiro.
E muito maior do que todos que já o dirigiram.
O grito que ainda há de botar para fora todos que o exploram.
O grito de liberdade, ainda que tarde.
O grito que se confunde com o grito de campeão, o maior campeão das Minas Gerais, o primeiro campeão brasileiro de futebol.
O grito de Galo."
Porque se gutural é apenas o grito que vem da garganta como diz o dicionário, aquele grito de Galo gutural não é.
Porque aquele grito vem da alma.
Do fundo d'alma!
E há 100 anos.
Muito antes do Mineirão.
O grito que é maior do que todos que já vestiram a gloriosa camisa alvinegra do Atlético Mineiro.
E muito maior do que todos que já o dirigiram.
O grito que ainda há de botar para fora todos que o exploram.
O grito de liberdade, ainda que tarde.
O grito que se confunde com o grito de campeão, o maior campeão das Minas Gerais, o primeiro campeão brasileiro de futebol.
O grito de Galo."
"O atleticano é atleticano desde o nascimento.
Chega no mundo “botando a cara”.
Ouve do pai as histórias dos gols do Rei,
E sorri, mesmo não entendendo nenhuma palavra.
O atleticano se empolga quando passa de carro pela Olegário Maciel
e ouve o avô apontar para o lugar onde Mario de Castro disse não à seleção
O atleticano fica triste num domingo sem futebol,
Mas come o feijão tropeiro feito pela mãe com a mesma satisfação
Que se estivesse acompanhado daquela cerveja semi-gelada do mineirão.
O atleticano passa com pressa por uma banca de jornal e para,
Olha pra trás e volta.
No canto inferior esquerdo do jornal pendurado, acha uma nota sobre o treino do time,
E folheia o jornal até ter a atenção chamada pelo “tio” da banca.
O atleticano estranha quando passa pela Avenida Antônio Carlos num dia de semana
Mesmo com o trânsito pesado, ele acha a avenida vazia e nem reclama do tráfego.
O atleticano não canta uma parte do hino nacional por razões óbvias,
Não gosta de andar no Barro Preto e não perde a missa celebrada no Natal.
O atleticano vibra, sofre, grita, chora e principalmente luta
Luta e ergue o punho cerrado contra as injustiças
O atleticano é vivido e se tornou calejado, sabe das coisas, é Galo “velho”.
É velho porque faz aniversário duas vezes por ano.
É calejado, vivido e velho, mas é imortal."
Chega no mundo “botando a cara”.
Ouve do pai as histórias dos gols do Rei,
E sorri, mesmo não entendendo nenhuma palavra.
O atleticano se empolga quando passa de carro pela Olegário Maciel
e ouve o avô apontar para o lugar onde Mario de Castro disse não à seleção
O atleticano fica triste num domingo sem futebol,
Mas come o feijão tropeiro feito pela mãe com a mesma satisfação
Que se estivesse acompanhado daquela cerveja semi-gelada do mineirão.
O atleticano passa com pressa por uma banca de jornal e para,
Olha pra trás e volta.
No canto inferior esquerdo do jornal pendurado, acha uma nota sobre o treino do time,
E folheia o jornal até ter a atenção chamada pelo “tio” da banca.
O atleticano estranha quando passa pela Avenida Antônio Carlos num dia de semana
Mesmo com o trânsito pesado, ele acha a avenida vazia e nem reclama do tráfego.
O atleticano não canta uma parte do hino nacional por razões óbvias,
Não gosta de andar no Barro Preto e não perde a missa celebrada no Natal.
O atleticano vibra, sofre, grita, chora e principalmente luta
Luta e ergue o punho cerrado contra as injustiças
O atleticano é vivido e se tornou calejado, sabe das coisas, é Galo “velho”.
É velho porque faz aniversário duas vezes por ano.
É calejado, vivido e velho, mas é imortal."
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