"Estive pensando e... Nunca vi meu time ganhar um grande título, mas, ainda assim, consigo descobrir sentimentos através desse amor. A mesma dúvida que há 101 anos tenta ser desvendada me tomou o dia em pensamentos: Que mistério tem o Atlético que une milhões de corações em uma paixão incondicional e desmedida ? Não há quem ou o que explique tal coisa, nem o próprio atleticano consegue decifrar tamanha devoção. Será que todo alvinegro já se perguntou por que ele se manifesta de forma diferente que qualquer outro torcedor? No momento em que fazia a mim tais questionamentos me veio à cabeça o nosso passado... O passado do Glorioso de que tanto meu avô fez questão de exaltar e me confidenciar... O Galo é tradição que se passa de geração em geração! Ahhh... Quantas vezes ouvi do meu avô as histórias dos gols do Rei, e sorri, mesmo não entendendo nenhuma palavra. Os cruzamentos do Humberto Ramos na cabeça de Dario, O Mario de Castro fazendo gol no Villa Nova e dizendo adeus (o mesmo Mário de Castro que disse não à seleção), as memoráveis defesas de João Leite, as improváveis jogadas de um tal Ubaldo denominado o santo dos chutes impossíveis... É impossível relembrar nosso passado sem falar do supervice- campeonato brasileiro, o título “perdido” mais injusto da história do futebol, em 1977. Nossa, são tantas histórias, que diga-se de passagem, são comuns à times tradicionais e históricos como o nosso Galo. E a Libertadores de 1981,então !? Dessa melhor nem lembrar, porque até em mim, que não vivi tal época, o sentimento de raiva tem seu reduto só de ver os vídeos históricos da partida contra o Flamengo. Cerezzo, Paulo Isidoro, Cincunegui... Foram tantos ídolos que o número de caracteres não me permitiria citar todos eles. Da nossa história recente Marques e Guilherme se destacam, e esses dois eu vi jogar!
Voltando ao passado, os primeiros torcedores do Clube Atlético Mineiro não eram torcedores, eles eram o próprio clube, porque através deles a instituição conseguiu existir. E é o que exatamente acontece hoje! É assim, fazendo uma reflexão, que a gente pode entender como é o perfil psicológico da torcida do Atlético. Algo inexplicável. Algo que é passado de pai para filho, de avô para neto. O porquê de nós atleticanos torcermos diferente? NÓS APRENDEMOS A SER DIFERENTE! Como diria Roberto Drummond, a gente muda de tudo na vida. A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com as iniciais C.A.M., do Clube Atlético Mineiro, gravadas no coração. Ser atleticano é amar além dos limites, é rir, chorar, cantar, vibrar e dizer: Eu amo esse clube! Não há lei da física que explique a força dessa paixão, paixão desmedida que por sinal é a essência atleticana. Escrevi, reescrevi, escrevi novamente e escrevi de novo, mas mesmo assim, ainda não conseguir decifrar a tão intrigante dúvida que me fez escrever tudo isso: Que mistério tem o Atlético ? "
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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